A Cota de Malha Medieval – Incômoda mas Eficaz

A cota de malha medieval se chamava originalmente mail(malha) ou chain (cota) na Inglaterra e maille na França maillé significa “trançado”. Somente no século XVIII o termo “cota de malha” se tornou comum. Também conhecido na Europa como Hauberk, palavra dos francos, que significava “proteção do coração e pescoço”

A malha é construída a partir de elos de arame circulares, feitos em torno de um cilindro. Quando prontos, os elos são soldados ou fixos com rebites, formando uma túnica. O resultado é uma armadura flexível, mas incômoda e pesada. Chega a pesar entre 14 e 20 Kg. Eficaz contra a maioria das armas de corte, vulneráveis a bestas e armas pesadas como lanças e massas e martelos maiores. Em virtude disso, os guerreiros, contra golpes mais intensos, a usavam sobre uma armadura acolchoada, feita de lã e outros materiais que ofereciam mais resistência contra impactos.

Os fabricantes de cota de malha enlouqueciam lentamente, unindo os elos para formar a malha, contam os manuscritos nos relatos dos ferreiros das cortes medievais.

O autor romano Varro atribui a invenção da cota aos celtas. O exemplar mais antigo existente foi encontrado em Ciumeşti na Romênia moderna e é datado do século V a.C, entre 400 e 450. Exércitos romanos adotaram tecnologia semelhante de pois de encontrá-lo. A cota de malha foi amplamente usada durante a primeira metade do último milênio, estando presente em toda a Europa e Ásia, mas foi no século XII d.C. que atingiu o ápice. Cobrindo todo o corpo do cavaleiro, do guerreiro, a túnica básica de malha era associada a peças individuais para os braços, as pernas e a cabeça, de modo a oferecer uma proteção mais completa.

A cota de malha encontrada nos labirintos da Catedral de Praga, que data do século XII, é um dos primeiros exemplares encontrados intactos na Europa Central e que alguns historiadores alegam ter pertencido a São Venceslau, mas sem maiores análises para comprovação.

Estátua em homenagem a São Venceslau, Catedral St. Vitu’s, de 1373, Praga, República Tcheca.

Os cavaleiros não usaram essa armadura, cota de malha, por muito tempo. Placas de metal forma sendo aplicadas e adicionadas à malha e as armaduras se tornarem cada vez mais sofisticadas, a partir do final do século XIV. Já os soldados de infantaria vestiram cota de malha até o fim da Idade Média. No Japão , uma forma de cota de malha chamada kusari Katabira (jaqueta cadeia) era comumente usado pelos samurais. Acota de malha foi uma peça de defesa e ainda hoje continua a atrair a atenção de todos. Sua eficácia foi notável, mas usá-la requeria uma certa paciência e habilidade de manuseio. Salvou inúmeras vidas na Idade Média e foi, sem dúvida, segundo dito popular, a segunda pele dos anjos que forneciam aos cavaleiros.

Os anéis de uma cota de malha medieval.

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